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“Esta Cimeira UE-África ficará para a história porque aprovou uma estratégia e um plano de acção entre os dois continentes, mas também porque criou um novo espírito de cooperação, lealdade e de igualdade entre os Estados", afirmou José Sócrates, Primeiro-Ministro português e Presidente em exercício da União Europeia, na Conferência de Imprensa que encerrou os trabalhos da II Cimeira UE-África.
Para José Sócrates, que esteve acompanhado por John Kufuor, Presidente da União Africana, José Manuel Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia e por Alpha Omar Konaré, Presidente da Comissão Africana, “esta Cimeira também fica para a História porque deu voz a todos: aos direitos humanos, aos imigrantes, aos refugiados, às necessidades de desenvolvimento e às preocupações comuns com o ambiente".
O Presidente da UE frisou ainda o facto da Cimeira ter criado entre os Estados participantes “um projecto novo, um novo espírito onde está presente a cooperação, a inter-ajuda, a lealdade e a amizade”, sublinhando que esse é “ o espírito de Lisboa”.
José Sócrates, afirmou ainda que a II Cimeira UE/África colocou o tema dos direitos humanos no centro da agenda por vontade comum aos líderes políticos europeus e africanos. "A discussão dos direitos humanos não foi uma imposição europeia a África. Resultou de uma vontade comum às duas partes", acrescentou.
Também o presidente em exercício da União Africana UA, John Kufuor, salientou que a II Cimeira UE-África, mudou a relação entre os dois continentes. "O sucesso desta Cimeira reflecte o empenho e vontade dos Estados e abre grandes expectativas a África e a Europa", afirmou Kofuor.
Para o presidente em exercício da UA, a Cimeira que hoje terminou em Lisboa, constituiu "um êxito" terá "certamente um grande impacto na nova era da globalização".
Uma posição partilhada pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso que afirmou que a cooperação entre a União Europeia e a União Africana ultrapassa agora em muito “uma relação entre políticos e diplomatas mas relança também a ligação humana entre os dois lados do Mediterrâneo".
Segundo José Manuel Durão Barroso "seria difícil encontrar uma melhor ponte entre os dois continentes do que Lisboa", acrescentando que sentia-se muito honrado, enquanto presidente da Comissão Europeia, por ter participado no esforço para estreitar as relações entre os países europeus e africanos.
"Vivemos um momento muito importante", disse Durão Barroso. "Desta cimeira sai um plano de acção para os próximos três anos que contemplam as áreas das migrações, da energia, dos direitos humanos, das alterações climáticas e da investigação científica".
Para Alpha Omar Konaré, Presidente da Comissão Africana, a Cimeira UE-África constituiu um “debate franco entre os Estado dos dois continentes”.Segundo Konoré , “A África não é pobre, apenas precisa de boa governação para que a riqueza do continente seja aproveitada pelas suas populações”.
Konaré disse ainda estar muito satisfeito por haver "muitas vozes" de representação civil - empreendedores, jovens e várias associações -, envolvidas na parceria ente os dois continentes e prontas para colaborar no sentido de que a cooperação entre Europa e África evolua de forma positiva para todas as partes.
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