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«Todos os objectivos propostos para esta cimeira foram cumpridos», afirmou Luís Amado, Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros e Presidente do Conselho de Ministros da UE, num encontro com os jornalista no final do primeiro dia de trabalhos da II Cimeira UE-África, que contou também com a presença do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Gomes Cravinho e do Secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Manuel Lobo Antunes.
Segundo Luís Amado, os trabalhos decorreram num ambiente de grande cordialidade e afectividade num cenário muito diferente daquele que envolveu a I Cimeira realizada no Cairo. «Foi possível quebrar o gelo que durava há largos anos e deixar de falar em termos de povos colonizados e colonizadores». Para o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, a partir de agora começar-se-á «a estruturar uma nova dinâmica de relacionamento entre a Europa e África e a realização desta Cimeira é «o virar de uma página muito importante nas relações estratégicas entre os dois continentes».
Luís Amado frisou ainda o facto de ser agora possível à Europa e a África olharem para o futuro e enfrentarem desafios comuns em conjunto.
«Os debates decorreram de uma forma muito construtiva e todos os objectivos propostos pela Presidência Portuguesa da UE para esta cimeira foram alcançados», disse ainda Luís Amado.
No que se refere à situação no Darfur, na troika UE-Sudão realizada à margem desta Cimeira, foi possível exercer pressão política e diplomática, acrescentou ainda Luís Amado.
Quanto à situação no Chade, o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português revelou que o Conselho dos Assuntos Gerais, na próxima segunda-feira em Bruxelas, irá analisar a questão do envio de uma força europeia para o Chade, resultado dos contactos bilaterais que tem ocorrido para facilitar o desenvolvimento dessa missão.
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