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Foto: Lusa
Delegações de oitenta países e representantes das Comissões da União Africana (UA) e da União Europeia (UE) reuniram-se dia 5, no Egipto, onde aprovaram um comunicado final e ouviram a Declaração de Lisboa, que será apresentada na Cimeira UE/África.
O encontro que se realizou em Charm el-Cheikh, no Egipto, foi a última reunião ministerial antes da Cimeira de Lisboa, tendo os trabalhos sido abertos pelo ministro português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, e pelo seu homólogo de Egipto, Ahmed Abdul Geid Luí Michel, bem como pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do Gana e pelo comissário da União Africana pelos Assuntos Económicos, Maxwell Mkwezalamba.
A Declaração de Lisboa, documento que será apresentado na Cimeira UE/África, em Lisboa, e que foi lida durante a reunião, define uma nova parceria, baseada na interdependência e igualdade de soberania e respeito que envolve a África como um todo.
«A Cimeira UE/África, que reúne a União Europeia e a União Africana, oferece-nos uma oportunidade única para, em conjunto, enfrentar os desafios actuais dos nossos continentes, no ano em que celebramos o 50º aniversário da integração europeia e o 50º aniversário do início da independência de África», refere a declaração.
«Unimo-nos no reconhecimento das lições e experiências do passado mas também na certeza de que o nosso futuro comum requer uma abordagem audaciosa que nos permita enfrentar com confiança as exigências do mundo global», adianta.
O texto reconhece as ambições da UE e da UA e tudo o que partilharam no passado e partilham actualmente, e afirma estarem decididos a construir uma parceria de igualdade «ultrapassando a tradicional relação de doador-recebedor», empreendendo uma estratégia de parceria política, construída na base de valores, preocupações e desafios comuns".
Na reunião foi também aprovado um comunicado final que sublinha a importância do relacionamento estratégico entre a Europa e África.
Segundo o texto, foi bem acolhido na reunião o reforço da cooperação em vários domínios e o desejo de que a próxima Cimeira em Lisboa proporcione um impulso ao processo iniciado no Cairo em 2000.
«Neste contexto, os ministros e chefes da delegação realçaram a relação histórica entre os dois continentes e a necessidade de continuar a desenvolver e reforçar a parceria entre a África e a UE, baseada nos princípios do diálogo construtivo e respeito mútuo», adianta o texto.
O documento refere também ter sido acolhido, durante a reunião, um Plano de Acção, situado no centro da parceria África/UE, tendo sido reforçada a necessidade de uma prévia implementação das suas acções prioritárias conjuntas para benefício das populações de África e da Europa, como parte de um compromisso para dar substância à reforçada parceria política.
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