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« A extensa agenda de trabalhos desta reunião informal reflecte o quanto a Política Europeia de Segurança e Defesa tem evoluído em tão curto espaço de tempo. Tal como referi na sessão de abertura, não tenho dúvidas que a PESD constitui uma das áreas mais dinâmicas e um importante catalisador da integração europeia.
Durante estes dois dias discutimos as operações e missões em curso e as que estão em planeamento. Fomos informados do desenvolvimento que têm tido as capacidades da União Europeia. Reflectimos sobre as parcerias estratégicas com as Nações Unidas e com a NATO, onde contámos com a presença do seu Secretário-geral.
Abordámos o Diálogo UE-África, uma questão estratégica para a União e prioritária para a Presidência Portuguesa, referindo as actividades que a União Europeia tem desenvolvido e o que ainda pode desenvolver em prol da paz, segurança e desenvolvimento sustentado do continente Africano. Contámos com a presença do ministro da Defesa do Gana, país que detém a Presidência da União Africana.
Por último, e não menos importante, tivemos uma produtiva sessão de trabalho com os Ministros da Defesa da Argélia, Líbia, Marrocos, Mauritânia, Tunísia, com quem discutimos a cooperação no Mediterrâneo à luz da Iniciativa 5+5.
Julgo que todos partilhamos a percepção de que existe uma inter-dependência crescente entre os nossos países no domínio da segurança e temos de traduzir essa percepção em acções de cooperação bilaterais e multilaterais que concretizem a nossa parceria estratégica.
Mais uma vez, gostaria de agradecer a presença de todos. Espero que os trabalhos tenham sido produtivos e que o programa social tenha sido do vosso agrado.
Procurámos, na qualidade de Presidência do Conselho da União Europeia, contribuir para que a União Europeia desenvolva o seu papel de actor global que assume as suas responsabilidades na promoção da segurança e estabilidade internacionais.
Devemos pensar a segurança europeia num horizonte de dez ou quinze anos; definir com maior precisão e rigor a evolução das ameaças; e melhorar, a todos os níveis, as nossas capacidades militares e a autonomia da política europeia de defesa.
Acredito que esse exercício de projecção estratégica da União Europeia serve para demonstrar a justeza da nossa decisão de desenvolver gradualmente a Politica Europeia de Defesa e Segurança.
Há cerca de 30 anos, a possibilidade de a Comunidade Europeia se tornar um actor internacional não tinha credibilidade; não era viável. Hoje é uma necessidade concreta para a segurança europeia e para a estabilidade internacional. A União Europeia é um parceiro incontornável na promoção da paz e estabilidade. É esse o objectivo que nos deve conduzir à construção de uma defesa europeia.»
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