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Em 12 de Julho de 2007, teve lugar em Lisboa uma Troika ministerial entre a UE e a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD). A reunião foi co-presidida por João Cravinho, Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação e por Seyoum Mesfin, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Etiópia, tendo Luís Amado, Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, presidido às discussões realizadas durante o jantar. A Troika UE era ainda composta por representantes da Eslovénia, da Comissão e do Secretariado-Geral do Conselho. Da Troika IGAD faziam parte a Embaixadora do Quénia na França e em Portugal, Raychelle Omamo, em representação da Presidência da IGAD, e o Secretário Executivo da IGAD, Attalla Hamad Bashir.
As conversações decorreram num clima aberto e descontraído, tendo sido abordados variados assuntos de interesse mútuo. A reunião – a primeira do género desde a primeira Troika ministerial UE-IGAD, realizada em Outubro de 2003, em Kampala – reafirma a importância estratégica conferida pela UE ao Corno de África e à promoção da cooperação em matéria de paz, segurança e desenvolvimento naquela região.
Foram trocadas informações sobre os recentes desenvolvimentos regionais de maior relevo e examinados os progressos alcançados na criação de uma Estratégia Conjunta UE-África e de um Plano de Acção. Manifestaram-se ainda expectativas pela Cimeira UE-África, em Lisboa, em Dezembro de 2007, sinal, ao mais alto nível político, da parceria reforçada entre a EU e África.
Relativamente às relações entre a UE e o Corno de África, os representantes da UE e do IGAD debruçaram-se sobre a estratégia para uma parceria política regional, com uma forte vertente de desenvolvimento para o Corno de África. Os Ministros saudaram os resultados positivos da reunião de 7 de Julho, no Jibuti, incluindo a aprovação de um plano de acção com 4 vectores: água e energia, integração e infra-estruturas regionais, segurança alimentar, bem como o reforço das capacidades institucionais e cultura. Acordaram na implementação conjunta do Plano de Acção dentro dos prazos ainda por definir.
Durante o debate sobre as questões de paz e segurança, ambas as partes partilharam perspectivas quanto à Estratégia da IGAD para a Paz e a Segurança e ao apoio da UE aos mecanismos continentais e sub-regionais de prevenção, gestão e resolução de conflitos em África e, em particular, às causas subjacentes ao conflito no Corno.
A UE e a IGAD discutiram a situação específica de dois países: a Somália e o Sudão. Ambas salientaram que os problemas da Somália só poderão ser resolvidos pela via política, prosseguindo a Carta Federal de Transição, através de um Congresso de Reconciliação Nacional inclusivo que comprometa todos os sectores da sociedade somali com a renúncia à violência. Reafirmaram o seu apoio à Missão da União Africana na Somália (AMISOM) e, relembrando o apoio em matéria de financiamento e planeamento por parte da UE, apelaram a todos os parceiros internacionais por mais auxílio à AMISOM e tropas de países africanos no terreno. Relativamente ao Sudão, a EU e a IGAD reconheceram a importância vital da implementação do Acordo de Paz Global (APG). No que respeita ao conflito no Darfur, a UE e a IGAD afirmaram o seu apoio aos esforços conjuntos dos Enviados Especiais da UA e da ONU para fomentar um acordo, ansiando pela rápida colocação de uma força de operação híbrida UA/ONU no Darfur.
Ambas as partes saudaram esta oportunidade de renovação de diálogo e acordaram em continuar a desenvolver e a aprofundar o seu contacto e trabalho rumo a uma cooperação reforçada.
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