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De facto, é a língua portuguesa que une esta grande comunidade de cerca de 230 milhões de pessoas espalhadas pelo mundo e que abrange quatro continentes. E foi através do mar, cruzado desde o século XV pelas caravelas portuguesas, que esse casamento foi possível.
A criação de uma comunidade que reunisse os países de língua portuguesa - nações irmanadas por uma herança histórica, pelo idioma comum e por uma visão compartilhada do desenvolvimento e da democracia - tomou forma durante a década de 90. E, após uma série prévia de encontros e cimeiras, foi finalmente formalizada a 17 de Julho de 1996, em Lisboa, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, integrando Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Seis anos mais tarde, em 20 de Maio de 2002, após a conquista de sua independência, Timor-Leste tornou-se o oitavo país membro da Comunidade.
A reunião deste grupo de Estados consolidou uma realidade já existente, resultante da tradicional cooperação Portugal-Brasil e dos novos laços de fraternidade e cooperação que, a partir de meados da década de 1970, se foram criando entre estes dois países e as novas nações africanas de língua oficial portuguesa. A institucionalização da CPLP traduziu, assim, um propósito comum: projectar e consolidar, no plano externo, os especiais laços de amizade entre os países de língua portuguesa, dando a essas nações maior capacidade para defender os seus valores e interesses.
A CPLP assume-se como um novo projecto político cujo fundamento é a Língua Portuguesa, vínculo histórico e património comum aos Oito - que constituem um espaço geograficamente descontínuo, mas identificado pelo idioma comum. Esse factor de unidade tem fundamentado, no plano mundial, uma actuação conjunta cada vez mais significativa e influente tendo como objectivos gerais a concertação política e a cooperação nos domínios social, cultural e económico.
Para saber mais: http://www.cplp.org/ http://www.iilp-cplp.cv/
Centro de Informação Europeia Jacques Delors
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